Tecorla®
Inseticida

Tecorla®

Tecorla® Insecticida para controlo de um amplo espectro de lagartas de lepidópteros e alguns coleópteros em diversas culturas.
Tecorla® é um insecticida à base de clorantraniliprol que actua por contacto e ingestão sobre as larvas de lepidópteros e alguns coleópteros. Clorantraniliprol pertence à família química das diamidas antranílicas, caracterizando-se por um modo de acção que actua ao nível dos receptores de rianodina no sistema muscular dos insectos (IRAC MoA grupo 28 – diamidas – moduladores dos receptores de rianodina). Clorantraniliprol provoca a activação dos receptores, estimulando a libertação descontrolada de cálcio, conduzindo ao esgotamento de reservas deste no interior das fibras musculares, o que provoca um desajuste na contracção muscular, seguido de paralisia.
Os insectos cessam o seu movimento e a alimentação poucas horas após a aplicação de Tecorla®, acabando por morrer 2 a 4 dias após exposição ao produto.
Tecorla® pode ser aplicado em qualquer estado vegetativo das culturas, quando do aparecimento das pragas, apresentando atividade larvicida, e dependendo das espécies pode apresentar adicionalmente atividade ovo-larvicida.

Caracteristicas

Nº de Registro: 2147
Apresentação: 1L
Composição: 5 % (p/p) de clorantraniliprol
Formulação: Suspensão concentrada (SC),
Classificação:
Uds./Embalagem: 10x1 L

Usos autorizados

Cultivo Problema Dose PS dias
Ameixeira Bichado-das-ameixas (Grapholita funebrana) 800-1200 mL/ha 14
Batata Traça-da-batateira (Phthorimaea operculella) 500-680 mL/ha 14
Batata Escaravelho-da-batateira (Leptinotarsa decemlineata) 200-240 mL/ha 14
Beringela, Tomate (ao ar livre) Lagarta-do-tomate (Helicoverpa armígera) Lagartas - Noctuídeos (Spodoptera exígua, Spodoptera littoralis, Autographa gamma) 680-780 mL/ha 1
Marmelo Bichado-da-fruta (Cydia pomonella) 800-1200 mL/ha 14
Milho Piral-do-milho (Ostrinia nubilalis), Sesamia (Sesamia nonagrioides) e Lagartas - Noctuídeos (Spodoptera exigua, Helicoverpa armigera) 400-580 mL/ha 7
nogheira Bichado-da-fruta (Cydia pomonella) 800-1200 mL/ha 21
Macieira, Pereira Bichado-da-fruta, Lagarta-mineira-marmoreada, Lagarta-mineira-em-placa, Lagarta-mineira-em-círculo 1200 mL/ha 14
Macieira, Pereira Pandemis e Cápuas 800 mL/ha 14
Pessegueiro Traça-oriental-do-pessegueiro e Anársia 800-1200 mL/ha 14
Videira Traça-dos-cachos (Lobesia botrana e Eupoecilia ambiguella) 864 mL/ha 3
Videira de vinificação Traça-dos-cachos (Lobesia botrana e Eupoecilia ambiguella) 1080 mL/ha 30
Citrus, Viveiros Mineira-das-folhas-dos-rebentos-doscitrinos (Phyllocnistis citrella) 300 mL/ha NP

Recomendações para uso

Macieira, Pereira, Marmeleiro, Pessegueiro (inclui nectarina) Damasqueiro, Ameixeira, Nogueira, :
Iniciar as aplicações no período de oviposição (actividade ovicida), antes da eclosão dos ovos e observação de estragos (penetrações nos frutos, galerias ou estragos nas folhas). Desde o desenvolvimento dos frutos, até estes estarem maduros (BBCH 71-87).
No bichado da fruta aplicar preferencialmente à 1ª e 2ª geração da praga.
Utilizar a dose mais alta em condições de forte pressão da praga.
a) Realizar no máximo uma aplicação a cada 3 anos na mesma parcela, para o conjunto dos inimigos, se for utilizada uma dose superior a 800 ml/ha, até um máximo de 1200 ml/ha. Na dose máxima de 1200 ml/ha não são permitas aplicações com pulverizador de dorso.
b) Realizar no máximo uma aplicação a cada 2 anos na mesma parcela, para o conjunto dos inimigos, se for utilizada uma dose até um máximo de 800 ml/ha.
A dose mínima recomendada é de 700 ml/ha, independentemente do volume de água utilizado (ajustar a concentração).

Viveiros de citrinos (na ausência de frutos):
Aplicar preferencialmente às primeiras gerações da mineira, visando as larvas dos primeiros instares, antes que se observem as primeiras galerias nas folhas ou imediatamente após os primeiros sintomas. Desde o início do desenvolvimento dos rebentos até ao início do aparecimento das inflorescências (BBCH 31-50).
Realizar no máximo duas aplicações por campanha, com um intervalo de 10-12 dias, se realizadas sequencialmente.
Utilizar a dose mais alta em condições de forte pressão da praga.
A dose mínima recomendada é de 200 ml/ha, independentemente do volume de água utilizado (ajustar a concentração).
Volume de calda 100-500 L/ha.

Videira (uva-paravinificação):
Iniciar as aplicações no período de oviposição (actividade ovicida), antes da eclosão dos ovos e antes das penetrações nos frutos. Desde o vingamento até ao início do pintor (BBCH 71-83).
Aplicar preferencialmente à 2ª e 3ª geração da praga.
Utilizar a dose mais alta no controlo de E. ambiguella e em condições de forte pressão da praga.
A dose mínima recomendada é de 600 ml/ha, independentemente do volume de água utilizado (ajustar a concentração).
Realizar no máximo uma aplicação para o conjunto das finalidades.
Volume de calda 600-1500 L/ha.

Videira (uva-de-mesa):
Iniciar as aplicações no período de oviposição (actividade ovicida), antes da eclosão dos ovos e antes das penetrações nos frutos. Desde o vingamento até ao início do pintor (BBCH 71-83).
Aplicar preferencialmente à 2ª e 3ª geração da praga.
Utilizar a dose mais alta no controlo de E. ambiguella e em condições de forte pressão da praga.
A dose mínima recomendada é de 600 ml/ha, independentemente do volume de água utilizado (ajustar a concentração).
Realizar no máximo uma aplicação para o conjunto das finalidades.
Volume de calda 600-1200 L/ha.

Milho (grão e silagem), Milhodoce:
Iniciar as aplicações no período de oviposição até que as primeiras posturas comecem a eclodir.
Realizar apenas uma aplicação por campanha, se realizada entre os estados fenológicos desde o afilhamento até à emergência da folha bandeira (BBCH 20-55).
Realizar duas aplicações por campanha, se realizadas entre os estados fenológicos início da emergência da folha bandeira até à maturação fisiológica (BBCH 51-87).
Utilizar a dose mais alta em condições de forte pressão da praga ou com híbridos que apresentem maior susceptibilidade às pragas.
Volume de calda 200-800 L/ha.

Batateira:
Traça-da-batateira (Phthorimaea operculella): Iniciar as aplicações no período de oviposição, quando for atingido o pico de voo dos adultos. Desde o aparecimento das inflorescências até à senescência (BBCH 51-93).
Aplicar preferencialmente à 2ª e 3ª geração da praga.
Realizar no máximo duas aplicações por campanha para o total das finalidades, com um intervalo de 8 dias se realizadas sequencialmente.
Tecorla® previne os estragos por controlo efectivo dos adultos e devido à sua elevada actividade ovo-larvicida.
Utilizar a dose mais alta em condições de forte pressão da praga ou quando se pretenda um efeito residual mais prolongado (14 dias).
Escaravelho-da-batateira (Leptinotarsa decemlineata): Iniciar as aplicações no período de oviposição, ou imediatamente ao aparecimento dos primeiros sintomas. Desde quando as plantas se começam a tocar na entrelinha até ao final da floração (BBCH 31-69).
Realizar no máximo duas aplicações por campanha para o total das finalidades, com um intervalo de 14 dias se realizadas sequencialmente.
Tecorla® controla os adultos e as larvas.
Utilizar a dose mais alta em condições de forte pressão da praga ou quando se pretenda um efeito residual mais prolongado (21 dias).
Volume de calda 300-800 L/ha.

Tomateiro Beringela (ar livre):
Iniciar as aplicações no período de oviposição, ou imediatamente ao aparecimento dos primeiros sintomas. Desde o desenvolvimento dos frutos até à colheita (BBCH 71-89).
Realizar no máximo duas aplicações por campanha para o total das finalidades, com um intervalo mínimo de 7 dias se realizadas sequencialmente.
Utilizar a dose mais alta para controlar S. littoralis ou em condições de forte pressão da praga.
Volume de calda 300-800 L/ha.