Premier 45 Envision®
Herbicida
Premier 45 Envision®
Premier 45 Envision® é um herbicida sistémico para aplicação em pós emergência das infestantes, não residual e não seletivo, contendo glifosato, derivado da glicina. O produto é absorvido pelas folhas e outras partes verdes das infestantes e translocado desde as partes aéreas até aos seus órgãos subterrâneos, tais como raízes, rizomas, tubérculos e bolbos. Inibe a biossíntese do aminoácido shiquimato (inibindo a atividade da enzima EPSP sintase).
Premier 45 Envision® é recomendado para combater as infestantes anuais e vivazes:
- Em zonas não cultivadas/vias de comunicação (áreas industriais, arruamentos, caminhos, bermas de estradas, campos de aviação, campos de jogos, cemitérios, vias férreas);
- Na vinha, pomares de pereiras, macieiras, citrinos, pessegueiros, damasqueiros, cerejeiras, amendoeiras, bananeiras, olivais, actinídea (quivi), ameixeiras, aveleiras, castanheiros, nogueiras, pousios, marachas dos arrozais, renovação de pastagens, antes da sementeira de cereais, antes da instalação de culturas (incluindo técnicas de sementeira direta) e em canais e valas.
Este herbicida é igualmente recomendado para combater as infestantes aquáticas, e o rabo-de-raposa na cultura da faveira.
Caracteristicas
Nº de Registro: | 0049 |
Apresentação: | 1 L; 5 L; 20 L |
Composição: | Glifosato 37,5% (p/p) |
Formulação: | Solução concentrada (SL) |
Classificação: | |
Uds./Embalagem: | 10x1L; 20L; 4x5L |
Usos autorizados
Cultivo | Problema | Dose | PS dias |
---|---|---|---|
Amendoeira, Aveia, Castanha, nogheira | Infestantes anuais e vivazes | 0,104-8 L/Ha | 7 |
faveira | Infestantes anuais e vivazes | 0,104-8 L/Ha | 21 |
Ameixeira, Bananeira, Cerejeira, Citrus, Damasqueiro, Macieira, Oliveira, Pereira, Pessegueiro, Videira | Infestantes anuais e vivazes | 0,104-8 L/Ha | 28 |
Quivi | Infestantes anuais e vivazes | 0,104-8 L/Ha | 90 |
Recomendações para uso
Infestantes anuais: a aplicação deve realizar-se quando as infestantes se encontram nas primeiras fases de desenvolvimento.
Infestantes vivazes: realizar as aplicações quando as infestantes se encontram em crescimento activo.
Rabo-de-raposa (na cultura da faveira): a aplicação deve realizar-se ao aparecimento dos primeiros “tubérculos” ou “gomos” de desenvolvimento da planta parasita nas raízes da faveira, altura que corresponde aproximadamente à floração da cultura, a partir da qual, se deve observar as raízes das faveiras (em amostras colhidas 2 vezes por semana). Repetir a aplicação 15 dias mais tarde.
Silvas: a aplicação deve ser feita logo a seguir à maturação da amora. Caso não haja a possibilidade de tratar as silvas em Setembro/Outubro, em alternativa poder-se-á fazer uma aplicação mais tardia (Novembro).
Fetos: realizar a aplicação quando estes tiverem as folhas completamente abertas, mas ainda verdes.
Marachas dos arrozais: aplicar após a colheita do arroz, enquanto as infestantes estiverem verdes ou durante o ciclo da cultura em aplicações localizadas (com campânula).
Infestantes aquáticas em canais e valas: Para controlo de Caniço (Phragmites australis), Jacinto aquático (Eichornia crassipes), e Tábua-larga (Typha latifolia). Em caniços realizar a aplicação após o aparecimento da bandeira e enquanto esta se mantém verde.
INFESTANTES SUSCEPTÍVEIS E DOSES DE APLICAÇÃO
infestantes anuais: 1,6 – 3,2 L/Ha
Erva-pata (Oxalis pes-caprae): 3,2 – 4 L/Ha
Agrostis (Agrostis spp.): 3,2 – 4,8 L/Ha
Escalracho (Panicum repens): 3,2 – 5,6 L/Ha
Graminhão (Paspalum paspalodes) e urtigas (Urticas spp.) : 4 – 6,4 L/Ha
Glyceria máxima: 4 – 8 L/Ha
Acácias infestantes (Acacia spp.), caniço (Phragmites australis), corriola (Convolvulus arvensis), feto (Pteridium aquilinum), jacinto-aquático (Eichornia crassipes) e silvas (Rubus spp.): 4,8 – 6,4 L/Ha
Grama (Cynodon dactylon), junça (Cyperus rotundus), juncinha (Cyperus esculentus) e tábua-larga (Typha latifolia): 6,4 – 8 L/Ha
Rabo-de-raposa (Orobanche spp.): 0,104 L/Ha.
Meio Ambiente
Não mobilizar o solo nas primeiras três a quatro semanas após aplicação, para permitir uma conveniente translocação do produto nos órgãos subterrâneos.
Não aplicar em dias de chuva ou quando se prevê chuva nas 6 horas seguintes à aplicação.
Durante a aplicação não atingir as partes verdes das culturas e raízes no caso da bananeira e feridas recentes de poda (menos de 2 semanas).
A aplicação repetida do mesmo herbicida nas mesmas áreas durante vários anos pode conduzir à ocorrência de resistência em espécies anteriormente susceptíveis. Para evitar o desenvolvimento de resistências, recomenda-se proceder, sempre que possível, à utilização de herbicidas mistos ou à alternância de herbicidas com modo de acção diferente do glifosato.
Não atingir culturas vizinhas da área a tratar.
Não aplicar junto a videiras e árvores de fruto que ainda apresentem clorofila (cor verde) nos caules e troncos.
Não aplicar em vinha e pomares com menos de 3 anos.